Pesquisando na internet sobre a Fundação ABC concluí que seria uma boa oportunidade. Aqui na regiãodo ABC não existe muitas opções em clinicas de reprodução e achei que a fundação, devido a proximidade, seria mais fácil de tocar o tratamento.
Sempre encontrei boas referências na internet, depoimentos de quem trata ou já tratou por lá e me animei. Liguei ( dificil de conseguir a ligação) me inscrevi para a palestra, levei a minha vida (exames) a tiracolo e saí de lá umas 2 horas depois com mais alguns exames para fazer. Inclusive o espermograma, o qual deveria ser feito obrigatoriamente lá.
A histerossalpingografia não precisei fazer novamente ( ufa) , mas havia outro exame que ainda nao havia feito: a histeroscopia diagnostica.
Como a guia que me deram não foi aceita no convênio ( o carimbo com o nome da médica estava ilegível) Marquei a primeira consulta, mesmo sem esse exame e quem me atendeu foi o Dr Maurício. Não tenho muito o que falar dele. Me pareceu um bom médico. Olhou todos os meus exames e disse que estava tudo ok, nao havia maiores problemas e que apenas um tratamento de indução, coito programado ou no máximo uma IA resolveria. Fiquei otimista pelo menos. Mas ele falou que precisava fazer a histero e que deveria retornar depois com o resultado e somente apos dariamos inicio ao tratamento. Ele sugeriu para fazer o exame lá mesmo e eu resolvi marcar. Dias depois estava eu novamente na Fundação, o exame marcado para as 12 horas. Meu marido e eu saímos mais cedo do trabalho e chegando lá descobri que, além de mim mais 12 pessoas estavam com o exame marcado para o mesmo dia e mesma hora.
Eu fui a 7ª da fila. Porém o atendimento só começou as 13:30. Por volta das 15 horas fui atendida. Estava tensa no exame. Depois da Histerossalpingografia fiquei abalada...rsss
Mas a princípio estava correndo tudo bem. Quando a médica falou que estava dificil de penetrar o endométrio, tentava novamente, tentava novamente... e eu lá tentando adivinhar o que estava acontecendo porque ninguem me dizia nada ( o primeiro erro grave do dia, na minha opinião).
Depois ouvi que encontraram um pólipo e que deveria fazer uma biópsia. Eu pensei, nossa porque será? Um outro médico, supostamente um aprendiz pois a médica mesmo estava orientando ele e mais umas 3 pessoas ( me senti uma cobaia, segundo erro grave, na minha opinião, não podem fazer o paciente se sentir assim). Foi então que o meu tormento começou. A biópsia consistia em raspar uma parte do endométrio. Nossa... senti muita dor, cólicas , cólicas e dores... não sei descrever. Foi rápido eu acho... 1 min? 2? não sei... mas nao deve ter demorado mas a dor foi imensa. Terminado aquilo. Tive que me levantar sozinha, o 'aprendiz' depois me ajudou a sair daquela mesa, maca, sei lá como chama ( homens constumam ser sempre mais gentis...) e me falou que iria sangrar um pouquinho...
Saí de lá com uma vontade imensa de chorar. Mas nao queria por causa do meu marido. Mas não consegui esconder a minha cara de triste, desolada, como quem se pergunta: "porque eu tenho que passar por isso?".
Fiquei esperando o resultado. Pediram o meu telefone para o resultado da biópsia. Perguntei sobre um protocolo, algum papel para pegar o resultado do exame e me disseram que nao havia nenhum papel. Perguntei como faria para receber o resultado e me disseram que não sabiam. Costumava demorar 45 dias mas que, atualmente demorava mais. Teria que buscar o resultado no Hospital Mário Covas. Mas não sabia quando. Estamos em abril - faz quase 2 meses que fiz o exame e até agora nao recebi nenhum telefonema e não espero por ele. Acho que o resultado não saberei nunca.
Pedi um atestado, afinal perdi toda a tarde lá e precisava justificar no trabalho. Além disso estava com dores e sangrando. Muito desagradável retornar ao trabalho daquele jeito. A enfermeira falou o seguinte: "virou festa agora" (outro erro grave). Fiz de conta que não ouvi.
Marquei então, independente do resultado da biópsia, a consulta com o Dr Maurício. Ficou marcado para o dia 10/03 - acho as 09 horas.
Compareci no dia e horario marcado e, para a minha surpresa descobri que a consulta não era com ele e sim com uma tal de Dra Luciana e não era as 9 e sim as 8 horas!! ( outro erro)
Pelo menos acertei o dia! Como já estava lá... por lá fiquei. A médica chegou por volta das 09:30, chamou uma paciente e, 2 min depois a medica saiu da sala, volta logo em seguida e da porta fala assim para a paciente: "pode colocar a calça que eu vou ter que voltar lá... é que tem horário" . Saiu e não voltou mais. Pelo menos até a hora que desisti e fui embora.
Achei isso um absurdo. Tem hora pra tudo menos para atender os pacientes que estão lá. Acho que um mínimo de satisfação deveria acontecer. Um mínimo de respeito... sei lá. Posso estar parecendo um pouco injusta ou qualquer outra coisa, mas definitivamente aquilo não foi um tratamento decente. Entendo que, quando a demanda é muito acima da capacidade a qualidade na pretação do serviço é comprometida. Um clássico na administração de serviços. Por essa razão, eu prefiro que atendam poucas pessoas, ainda que isso cause uma fila de espera, do que atender todo mundo e ao mesmo tempo nao atender ninguem, nao tratar ninguem...
Não existe muita atenção com o paciente. Novamente vem aquele negócio de afinidade, cumplicidade, confiança, sinergia com o paciente. Se não haver isso... esqueçe. Não vai ter jeito. Eu resolvi desistir da Fundação naquele dia.
samara meu nome é paula acabei fazendo a fiv na fundação,realmente é desse jeito mesmo que vc falou os medicos entrando e saindo gostaria de saber onde vc fez ainda não sei o resultado da minha fiv mais eles implantaram somente um embriõa e pelo que eu pesquisei o melhor tratamento para mim era icsi e eles nem se quer comentarão
ResponderExcluiroi Samanta queria tirar umas duvidas com vc
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